|via Bibliotecar|
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
COMO A INTERNET MUDOU (e vai continuar a mudar) AS NOSSAS VIDAS
O diário PÚBLICO tem um novo site. Para assinalar esta mudança, publicou, nos últimos
dias, entrevistas com cinco especialistas para fazer um balanço do seu
impacto e tentar perspectivar tendências sobre a Internet. A Internet tem
vindo a mudar radicalmente as nossas vidas: o nosso trabalho, o nosso
lazer, a nossa forma de comunicar, o nosso quotidiano. Particularmente
interessante a que foi publicada ontem, quarta-feira, com Nicholas Carr
e que aborda questões da maior pertinência para os professores, como
por exemplo o impacto da Internet no cérebro, na capacidade de memória
ou de concentração. A ler!
O PÚBLICO apresenta os entrevistados:
"Começamos a série com Clay Shirky, que
escreveu Eles Vêm aí:
o Poder de Organizar sem Organizações (de 2008, em Portugal editado pela Actual Editora) e Cognitive Surplus: Creativity and Generosity
in a Connected Age (2010). É
professor na New York University (NYU) e analisa a forma como a Internet se
transformou num meio de conversa e de organização de grupos.
No dia
seguinte, falamos com o guru Jeff Jarvis, autor de O Que Faria o Google? (Gestão Plus, 2010), Public Parts: How Sharing in the Digital Age
Improves the Way We Work and Live (2011), director do Tow-Knight Center for
Entrepreneurial Journalism na CUNY (City University of New York) e consultor de
várias empresas de media - ele é um dos defensores da ideia de tornar público
aquilo que muitos consideram que deve ser privado.
Depois, é a
vez de Ethan Zuckerman, colaborador de vários projectos, como o MIT Center for
Future Civic Media, e investigador do Berkman Center for Internet and Society
da Universidade de Harvard, e fundador do projecto Global Voices – um site que
é uma comunidade de bloggers de todo o mundo e que se afirmou como uma fonte de
informação alternativa.
A seguir,
entrevistamos o bielorrusso Evgueny Morozov, que está neste momento a terminar
um livro, com o título provisório Silicon Democracy, depois de defender que a Internet ajuda os regimes
autoritários em The Net
Delusion: The Dark Side of Internet (2011).
Finalmente,
publicamos a entrevista com Nicholas Carr, cujo livro The Shallows: What the Internet Is Doing to
Our Brains foi
finalista dos prémios Pulitzer de não-ficção. Carr tem-se dedicado a estudar os
efeitos perversos da Internet no nosso cérebro, analisando a forma como tem
tornado o nosso pensamento mais distractivo, errático e rápido. É ainda autor
do artigo Is Google
making us stupid?, amplamente
debatido (pode ler-se na edição online da revista The Atlantic), e dos livros de The Big Switch: Rewiring the World, from
Edison to Google (2008)
e de Does IT
Matter? (2004)."
Data de
publicação das entrevistas no Público on-line:
Dia 22, 5ª
feira: Clay Shirky - “A Internet não é uma
esfera separada da vida”
Dia 23, 6ª feira: Jeff Jarvis - “Gostaria
de convencer as pessoas a escolherem a exposição pública”
Dia 26, 2ª feira:
Ethan Zuckerman - “A Internet pode ajudar a
democracia por ser descentralizada”
http://www.publico.pt/tecnologia/noticia/a-internet-pode-ajudar-a-democracia-por-ser-descentralizada-1573449
Dia 27, 3ª
feira: Evgueny Morozov - “Teremos
muito mais censura personalizada”
Dia 28, 4a feira: Nicholas Carr - “A Internet mudou a nossa percepção do tempo”
|via lista RBE/Blog da Biblioteca da Escola Secundária de Amares|
Etiquetas:
Coisas interessantes,
Internet,
jornal Público
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Poesia Matemática
Às folhas tantas
do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia
doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida
paralela à dela
até que se encontraram
no infinito.
"Quem és tu?", indagou ele
em ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde
a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando
ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
constituir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes
até aquele dia
em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
frequentador de círculos concêntricos,
viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade.
Era o triângulo,
tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração,
a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser
moralidade
como aliás em qualquer
sociedade.
do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia
doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida
paralela à dela
até que se encontraram
no infinito.
"Quem és tu?", indagou ele
em ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde
a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando
ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
constituir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes
até aquele dia
em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
frequentador de círculos concêntricos,
viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade.
Era o triângulo,
tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração,
a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser
moralidade
como aliás em qualquer
sociedade.
Millôr Fernandes
|via Bibliotecar|
Etiquetas:
Millôr Fernandes,
Poesia,
poesia matemática
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Walter Hugo Mãe vencedor do Prémio PT de Literatura
Imagem: Paulo Spranger/Global Imagens/DN
Walter Hugo Mãe foi escolhido como vencedor do Prémio Portugal Telecom de Literatura 2012, um prémio a que se podiam candidatar obras do género romance, poesia e conto/crónica, escritas em língua portuguesa e publicadas no Brasil em 2011.
Ler mais no DN, 23 nov.
|Via Rede Bibliotecas Escolares|
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Ebooks sobre ciência em banda desenhada e em português

O projeto Savoir sans Frontières, coordenado por Jean-Pierre Petit e Gilles d’Agostini, oferece mais de 300 ebooks sobre ciência em banda desenhada, em 36 línguas, entre as quais o português. Os títulos disponíveis na nossa língua são mais de duas dezenas e abrangem temas como a teoria da relatividade, a astronomia, o Big Bang, os buracos negros, a economia, a informática, etc.
|via lista RBE/Carlos Pinheiro|
Etiquetas:
banda desenhada,
ciência,
ebooks gratuito
Concurso "Saramago: uma história de 90 anos"
A Caminho-Leya, em parceria com o Plano Nacional de Leitura, a Rede de Bibliotecas Escolares e a Fundação José Saramago, lançou o concurso Saramago: uma história de 90 anos, outra iniciativa para assinalar os 90 anos do nascimento de José Saramago.
Alunos do secundário e docentes dos vários níveis de ensino, que gostem de escrever e criar através da escrita, podem candidatar-se com textos inspirados na vida e obra de José Saramago. A apresentação é obrigatoriamente em formato digital, com possibilidade de enriquecimento do texto através de conteúdos multimédia. Admitem-se participações individuais e de grupo. O concurso termina a 11 de março 2013.
Ver regulamento.
|Rede Bibliotecas Escolares|
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