quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

NOVIDADES - LIVROS DE ANA SALDANHA I

Da Colecção Era Uma Vez...Outra Vez

Dentro de mim, 2005

Romance para jovens (baseado no reconto de uma história tradicional)
A Carla bem tenta confessar o que a preocupa, mas ninguém parece querer ouvi-la ou compreender o que diz: que sente enjoos de manhã ou que tem um atraso. Pelo menos, pode contar com o Miguel, o namorado. Ou será que não?
Quando já está desesperada, a sua avó adivinha o que anda a preocupá-la.

"-A mamã julgou que eu não estava a falar a sério, a tia Laura não entendeu o que eu queria dizer. E agora o Miguel não veio, ele vai-me deixar sozinha. Vovó, o que é que eu hei-de fazer?
-Não sei o que hás-de fazer.
-Não?-geme a Carla.
-Não. Mas sei o que não deves fazer.
-Sabes?
-Sei. Não deves fazer nada por receio do que possam os outros pensar. Não deves ter medo."

A princesa e o sapo, 2004

A Diana é uma verdadeira princesa: bonita, bondosa e muito, muito sensível! Como conseguiria dormir numa tenda montada no meio de lado nenhum, com vizinhos que cantam e riem toda a noite? Nessa noite de insónia, recorda o dia em que conheceu o Sapo e começa até a achar-lhe alguma graça. Mas a paciência do Sapo está a esgotar-se.

«Que barulho esquisito! Parecem mesmo tambores. Um daqueles filmes passados na selva. Ou então um documentário sobre uma romaria popular, com foguetes.
«Mas não são os professores, nem há festa na aldeia com tambores e foguetes.
«À luz azul do relâmpago, a Diana vê um braço que, de repente, se ergue para ela. Encolhe-se.
«- Ai! Ui! - grita.»

Uma casa muito doce, 2003

A Maria e o João vão estudar para a cidade. Nos montes onde viviam com o pai e a madrasta, não há condições — e eles são ambos bons alunos. A madrasta tem a óptima ideia de os enviar para casa da sua antiga patroa, uma senhora solteira, já de uma certa idade, que se chama Dulce e tem uma casa muito doce. O João não resiste. Mas a Maria sabe que as doçarias são um engano perigoso...

"Para sobremesa, mais gelado de chocolate.
-O meu gelado tem vidro! - gritou o João.
-Ah, ah, ah! Não é vidro, joão, são pedacinhos de açúcar caramelizado."

Nem pato, nem cisne, 2003

O Eugénio não sai à família. É um «patinho» ruivo e desajeitado entre «cisnes» morenos e graciosos. Mas, quando vai passar umas férias à Irlanda a convite de amigos da sua mãe, descobre que afinal não é um patinho fora de água...

«Na água gelada da ria, o Eugénio tenta manter-se calmo. Ao princípio, deixa-se embalar pela corrente, mas não tarda a aperceber-se de que ela o está a puxar para o meio da ria. O que é preciso agora é chegar até ao barco [...] Uma braçada, outra, não esquecer as pernas... O barco grande está cada vez mais próximo. O barco não é um barco.»

O Gorro Vermelho, 2002

A mãe da Sofia não quer que ela atravesse o parque para ir levar o jantar à avó. Mas a Sofia está com pressa. E que mal é que tem o parque? Ela já é crescida, já tem treze anos, vai pelo parque, pois claro.

"De repente, as mãos do homem, em garra, agarram-na pelos ombros.
-Largue-me!- grita a Sofia, e cai-lhe o cesto ao chão. -Deixe-me!
Debate-se, estrebucha, mas o homem abraça-a por detrás com força e rodeia-lhe a perna direita com a sua."


Um Espelho Só Meu, 2002

Na véspera do seu aniversário, a Clara quer ir à discoteca. Mas o pai da Clara é muito severo e a madrasta é uma vaidosa que só pensa em si própria. O que vale à Clara é a sua amiga Inês. Com uma mentirinha sem importância e a roupa nova que lhe deu a madrinha, a Clara vai passar uma noite inesquecível.

"-Toda a gente toma-diz o Quim Zé. Debruçado sobre a Clara, encosta os lábios ao ouvido dela. Fala em berros sussurrados, que ecoam na cabeça da Clara e lhe fazem arrepios."

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